sexta-feira, dezembro 28, 2007
Retrospectiva 2007?
domingo, dezembro 02, 2007
Sucesso do I Colóquio
No dia 30 de novembro, às 19h30, o diretor geral da Faculdade Dr. Pe. Sérgio de Siqueira Camargo proferiu a conferência de abertura com o título: Ética e Cidadania em Eric Weil. Muito bem articulada e elogiada, Sérgio de Siquira atraiu a atenção e os aplausos do público que o ouviam, sendo tal noite, um grande sucesso. Nessa mesma noite contamos com um evento artístico-filosófico com o Fábio Peixoto, que trabalha música e Filosofia. Tal apresentação agradou e encantou o público que assistia facinado com o potencial artístico na reflexão filosófica.
No outro dia, Sábado de manhã, contamos com as comunicações dos estudantes e pesquisadores que tornaram públicas suas pesquisas acadêmicas. Da mesma forma se seguiu o sábado à tarde, encerrando nosso evento com brilhantismo.
O evento foi ótimo, e todos esperam outro melhor ainda.

domingo, novembro 25, 2007
Filosofia para o Futuro
Os historiadores afirmam que o golpe liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca não obteve um expressivo apoio popular. Muitos não se encontravam empolgados com o novo regime. Uma coisa porém é certe, o país precisava de uma urgente reforma política, mesmo que isso fosse iniciativa de poucos. Ainda hoje precisamos de muitas outras reformas políticas, com destaque para a educação. Educação é o fenômeno que nos faz agir de maneira esclarecida. Esclarecimento é a maturidade da razão, ou seja, quando se pode seguir com suas próprias convicções. Para alguns, isso significa ser dono do próprio nariz. Mas se colocarmos em evidência outros fenômenos sociais que nos certam, como por exemplo, os propósitos de um mundo administrado que exige das pessoas uma relação de troca. Estaríamos condenados a oferecer algo em troca de nossa sobrevivência. Para que não sintamos os efeitos desse processo, recebemos de antemão, bens culturais. Poesia, literatura, cinema e música se tornaram arte de relaxamento hoje, e a educação virou mercadoria na mão de muitos. A educação do Estado também se transformou numa preparadora de mão de obra qualificada. Sua meta são pessoas esclarecidas pela metade. Expertos no que fazem e burros no que acham. Assim podem ser mais controláveis. A educação total do homem deve promover o contrário disso, deve emancipá-lo no todo, não apenas nos conhecimentos técnicos, mais no humano e no social. Isso não se faz apenas pedindo para que se decorem datas e momentos históricos. Isso se faz com a reflexão e com a crítica, dois eixos de suma importância para Filosofia. O investimento filosófico transformou a Colômbia.
Acredito que a Educação do país deve investir em Filosofia, para promover o esclarecimento total do homem. Ela desvenda o que está oculto e disseminado na sociedade. Ela é importante para promover a verdadeira democracia que a Republica deve ser. Seu valor é tamanho que a UNESCO atribuiu a terceira quinta-feira do mês de novembro o dia Internacional da Filosofia, que coincidentemente caiu no feriado do dia 15 de novembro. Por isso, coincidência ou não, foi o momento de pensarmos as bases de nossa Republica e o projeto de transformação da realidade brasileira, para que o futuro do país seja pleno para todos e não para poucos.
sexta-feira, novembro 02, 2007
I Colóquio de Filosofia
quinta-feira, outubro 25, 2007
Televisão e Formação
"Eu seria a última pessoa a duvidar do
enorme potencial da televisão justamente no referente à educação, no sentido da
divulgação de informações de esclarecimento". T. W.
Adorno
A televisão pode servir para educar as pessoas? Com o volume de nóticias e de informações que este meio vincula na sociedade, podemos suscitar um pensamento crítico reflexivo por meio da televisão.
Tema: "Filosofia e Televisão: uma reflexão a partir de T. W. Adorno"
Local: Santa Mônica - Auditório do 3Q -UFU.
segunda-feira, outubro 22, 2007
Filosofia - Redação
Caros leitores e leitoras do meu blog, vejam a criatividade de alguns
alunos:
domingo, outubro 14, 2007
Fidelidade Cambiável
Leiam meu artigo no Jornal Correio de Uberlândia
Clique aqui para acessar o artigo: Fidelidade cambiável.
quinta-feira, outubro 11, 2007
Literatura engajada
"A literatura não toca somente os
sentimentos, mais a consciência". W. F. Aguiar
Quando Doris Lessing (1919-atual) recebeu o prêmio Nobel de Literatura, foi justamente pelo compromisso social que suas obras representavam. Não tinha ela a pretensão de escrever estórias para vender ou ser milionária, como muitos outros escritores fazem, mas preocupava-se em mostrar a realidade sombria das guerras e dos horrores contra os menos afortunados. Eram enredos que convidavam o leitor a se entregar em um mundo de reflexões e pensamentos. Um mundo em que as guerras significavam um retrocesso no desejo de emancipação humana.
Muitos escritores modernos e contemporâneos possuem esse mesmo sentimento que impulsionou Lessing em seus escritos. A parte negativa disso é o poder de absorção que a indústria do entretenimento consegue fazer dessas obras, justamente no intuito de fazê-las perderem seu caráter de denuncia. Porém, o material e a forma permanecem como potencialidade de transformação, e apesar dos efeitos psicológicos dos mídias, obras literárias como de Lessing podem despertar a consciência humana para um novo melhor.
sexta-feira, setembro 28, 2007
Opinião Pública

Desde tempos imemoriais, as pessoas se encontram para conversar e trocar informações sobre a vida alheia. Não se entenda isso como algo negativo; pelo contrário, tais conversas proporcionavam a integração das pessoas e seu contato com o mundo. Na época em que não se tinham os modernos meios de comunicação que agora dispomos, nossos antepassados se sentavam ao redor de uma fogueira e conversavam sobre a vida, o futuro e, principalmente, sobre o presente. Apesar de não estarem livres dos prejulgamentos ou estereótipos, as conversas motivavam uma ação. Essa ação, em um grupo pequeno, como era caracterizada a vizinhança ou vilarejo, significava uma solidariedade. Se alguém soubesse que fulano estava doente, prontamente ia ao seu encontro para oferecer-lhe auxilio. Comunicação é o meio de unir informação e atitude. Com o progresso, passamos a formar opinião pública."As pessoas influenciam-nos, as vozes
comovem-nos, os livros convencem-nos, os feitos entusiasmam-nos". (John
Henry
Newman)
A nossa opinião é formada mediante uma observação, reflexão ou juízo de determinado fato, objeto ou pessoa e, também de outra opinião ou juízo. Antes, porém, de exercermos a aplicabilidade de nosso ponto de vista, passamos todos os itens levantados pelo crivo de nossos critérios. Para julgar algo, usamos critérios estabelecidos seja no ambiente familiar, seja no meio social e cultural onde estamos inseridos. A problemática de nossa opinião não está no discurso que originamos do processo acima, mas na maneira como nossos critérios são formados. Uma pessoa que comete determinado crime, por exemplo: abuso sexual, estará sujeito a inúmeras explicações, de diferentes especialistas, sobre o porquê cometeu horripilante desvio de conduta.
Quando nossa sociedade passou a fragmentar o trabalho, especializando o conhecimento com o intuito de acelerar o processo de desenvolvimento técnico, fragmentou também as forma de sociabilidade e de relacionamento humanas. Psicólogos, filósofos, sociólogos e afins começaram a criar discursos próprios sobre como as pessoas julgavam determinado fato na sociedade. Mas estes são pequenos perante o grande formador de opinião, a saber, os modernos meios de comunicação.
Os fatos, as imagens e toda sua redação se aproximam da realidade, fazendo com que nos sintamos inseridos nos acontecimentos diários. Nossa opinião acaba perpassando o crivo dos fatos que surgem na TV e no jornal. Se um político é denunciado por corrupção, não consideramos o fator “denunciado” ou “acusado” como critério de possibilidade, e sim como sentença confirmada. Réu é aquele, segundo a lógica, culpado do crime até que se prove o contrário. A manipulação dos fatos criou uma nova maneira de julgarmos as pessoas. Julgamo-as segundo suas possíveis atitudes.
Quem goza de um prestigio maior nos meios de comunicação fará de tudo para que sua imagem pessoal não seja abalada por escândalos. Muitos políticos têm nessa máxima seu ponto principal de honestidade. Se as coisas são feitas às escondidas e ninguém fica sabendo, tudo é possível. Quando uma escolha representa uma repercussão pública, tudo deve ser considerado, pois a nova formadora de opiniões, a mídia, não será tolerante quando o que está em jogo são as consciências das pessoas.
quarta-feira, setembro 26, 2007
A noção do BEM
"Procurando o bem dos nossos semelhantes
encontramos o nosso". (Platão)
quarta-feira, setembro 12, 2007
De volta às atividades
O homem vulgar espera do exterior as coisas boas e as coisas más; o homem que
pensa espera-as de si mesmo. (Chejov)
Graças ao demorado serviço de Internet, que só agora tenho instalado em minha residência, posso retomar minhas atividades neste blog. Fico feliz, pois agora aqueles que apreciam meus textos podem desfrutar da saborosa sabedoria que os filósofo querem compartilhar com as pessoas.
Na minha estreia, faço duras críticas a opinião pública, que se deixa influenciar pelos meios de comunicação. Muitas noticias que são vinculadas pelos meios de comunicação se esquecem do crivo da verdade, bondade e utilidade. Elas acabam moldando a decisão de muita gente, inclusive dos políticos.
segunda-feira, agosto 20, 2007
AVISO!
Grato!
quarta-feira, agosto 08, 2007
O Brasil precisa ser mais justo!
Os escândalos de corrupção que surgem no Brasil só mostram que sua máquina administrativa sempre foi usada por famílias da elite para beneficio próprio. A própria independência do Brasil possui vínculos fortes com essa tese. É por interesses de ricos fazendeiros e nobres que o Brasil se proclamou independente de Portugal, só assim, poderia deixar de pagar impostos a coroa e conservar para si sua riqueza, claro, para poucos.A independência do Brasil, e logo em seguida sua
administração, foram dispositivos importantes para o controle e concentração de
riquezas nas mãos de poucos.
quinta-feira, agosto 02, 2007
Filosofia e cotidiano!
Uma postura política se faz na
ideologia...
sábado, julho 21, 2007
Caos aéreo!
Basta, queremos solução já...
quarta-feira, julho 18, 2007
O esporte de ouro
A torcida brasileira merece uma medalha de ouro!
segunda-feira, julho 09, 2007
Redações sobre a liberdade!
quinta-feira, junho 21, 2007
Caderno de Estudos Filosóficos
Graças a inúmeros esforços, tanto de professores como de alguns alunos do curso, foi possível desenvolver esse trabalho, ao qual faço parte. Muito enriquecedor para minha formação profissional. Já está em andamento um artigo que escrevi para ser publicado no Caderno. Esse artigo é fruto de uma pesquise que fiz na graduação e que agora estendo para a pós-graduação, no mestrado em Filosofia da UFU.
As conquistas que adquirimos ao longo dos anos se devem, primeiro, a nossa coragem e dedicação e, principalmente, quando superamos o medo de escrever, de transmitir idéias e de fazer acontecer o novo.
Precisamos perder o medo e criar bons frutos para nossa sociedade.
terça-feira, junho 19, 2007
O jogo da sinceridade
sexta-feira, junho 15, 2007
As escolhas para vida

"A escolha certa acontece ao longo da vida. Se você acha que encontrou o caminho
para esse problema, seguindo o que os outros recomendaram ou o que o comodismo
lhe proporcionou, você está errado e vai se frustrar"
A escolha certa acontece ao longo da vida. Se você acha que encontrou o caminho para esse problema, seguindo o que os outros recomendaram ou o que o comodismo lhe proporcionou, você está errado e vai se frustrar.
Encontramos hoje no mercado de trabalho, ou melhor, no mercado de formados, muita gente frustrada e acomodada. Essas pessoas não viveram o momento especial de, “epá, espere um pouco, isso não é o que eu quero”, e voltar atrás na escolhe que fizeram.
No mundo hodierno, o mercado competitivo de trabalho exige gente capaz de se arriscar, de encarar novos desafios, de trabalhar em equipe, de ser o diferencial. Por isso, pessoas que não se interessam em se arriscar e viver o acaso, raramente são profissionais felizes. Muitos são mercenários, fazem mais pelo dinheiro do que pelo prazer de se estar prestando um serviço à comunidade.
O que norteia o problema das escolhas é justamente isso. A formação que recebemos deve proporcionar o nosso interesse pela comunidade. Deve despertar em nós paixões e valores especiais. Perdendo os valores, perde-se uma chance de construir uma vida feliz e uma contribuição à comunidade.
Todos os fenômenos que acontecem em volta da pessoa indecisa são importantes para ajudar na escolha. Os meios de comunicação: rádio, tv, internet, jornal, que passaram a unir mais as pessoas como uma grande comunidade global, exibe fatos que levam o jovem a pensar seu futuro. É realmente importante a contribuição que esses meios proporcionam ao adolescente.
Outras pessoas também influenciam na decisão. Pai e mãe, tio, avó, primo ou amigo, estão sempre nos sugerindo algo. Isso é importante, mas devemos dosar e perceber o que é “capricho” de alguns, ou realmente uma ajuda.
Em qualquer momento da vida estamos sujeitos à mudança, não importa se escolhemos uma profissão legal, que se identificou com nossos desejos e anseios, às vezes acabamos trocando de lado. O homem está em plena transformação e dizer que já estamos certos de algo é muito arriscado.
sexta-feira, junho 08, 2007
As três peneiras de Platão
Certa vez, um homem ilustre de Atenas foi ao encontro de Platão para lhe reportar uma notícia intrigante. Quando o encontro, antes que lhe dissesse algo, o filósofo o interrompeu dizendo: O que tens para me contar passou pelas três peneiras? O homem ficou na dúvida: Como assim? Platão então respondeu: o que tens pra me dizer é algo verdadeiro? O homem respondeu: Bem, acho que sim, afinal é algo que andam dizendo por aí. Platão, então, repreende: Se não é verdadeiro, não é ético dizer. Mas o homem insistiu com o filósofo, e ele, porém disse: Se não é verdadeiro o que queres me dizer, ao menos é bom? O homem duvidoso afirmou: Bem, é algo não muito bom, triste inclusive. Platão argumentou: Então, também não interessa dizer. O homem tentou mais uma vez convencer Platão a ouvir a notícia, mas o filósofo, outra vez, perguntou: Essa notícia tem algum fim prático? O homem respondeu: Não, na verdade é só uma notícia, não tem finalidade nenhuma. Platão, então disse: Essa notícia, valor algum tem, pois não passou pela prova das três peneiras: verdade, bondade e utilidade.
Assim, muitas vezes, o que dizemos para alguém não passa pela prova das três peneiras, e com isso, infestamos a mente das pessoas com intrigas, fofocas, mentiras e ofensas, prejudicando nosso relacionamento humano. Quando não paramos para pensar no que dizemos, cometemos erros e injustiças com outras pessoas, ferindo sentimentos e criando desilusões.
O filósofo Platão nos ensina, com essa história das três peneiras, um valioso mecanismo de analise do que se diz ou faz dizer dos outros. Nossas conversas, os noticiários, os escândalos políticos e institucionais, tudo isso, deveria ser peneirado por essas três palavrinhas: verdade, bondade e utilidade.
Uma notícia deve ser verdadeira, pois nela envolvemos o caráter de pessoas como nós, que possuem família e dignidade. Também deve ser boa, pois quando se propaga o mal, ele cresce e se generaliza em violência física e psíquica, criando barbáries no mundo. Por último, deve ser útil, ter um fim prático, pois se ela apenas serve para ofender ou denegrir, não está em conivência com o propósito humano de ser feliz, apenas suscita mais ódio e rancor.
O ensinamento platônico serve para pensarmos os dizeres que fazemos dos outros. Não só o nosso como também o de grandes instituições. Refletir nossas palavras significa progresso, amadurecimento. Uma nação progride quando seu povo é consciente de seu papel político e ético. Tal característica se constrói com a auto-reflexão crítica e participativa, em face da regressão massificante dos meios técnicos.
segunda-feira, maio 21, 2007
As injustiças

Muitas pessoas acreditam que se vive num país onde nossos direitos estão resguardados por uma Constituição Federal. Esta faz a promessa de garantir a liberdade de expressão, de igualdade perante o tribunal e da obrigação do Estado em promover o essencial para se viver com dignidade.
Todavia, um olhar atento para realidade - e digo que seja realidade vivida e não imaginada - observaremos que as coisas não acontecem bem assim. O que vejo é uma instituição que privilegiam os que apóiam seus mandos e desmandos, quem convém aos seus interesses. O que vejo é um Brasil corrompido, que vira os olhos para um expressivo número de pessoas que estão na miséria. Para este Brasil, é interessante termos miseráveis, é interessante termos um restrito número de milionários, é interessante ter uma população média que pode ser sugada até as ultimas gostas de suor e sangue. E o mais terrível, é bom ter pessoas fáceis de serem enganadas pela idéia de igualdade.
Denuncio que a justiça pregada pela sociedade capitalista é uma mentira. O governo liberal mente, engana, é vergonhoso. Sinto uma revolta tal grande, difícil de ser consumida. O que acho triste é ainda permanecermos alheio a isso. Só poucos entendem essa situação. Você acha que faz uma troca justa quando compra algo, quando vende seu trabalho por um salário? A resposta é NÃO. Se não houver quem ganhe bem com essa troca, de nada ela adianta, e eu sei quem sempre leva vantagem. São os donos, os chefes, os bancos, o capital. Todos nós somos vítimas desse sistema criado por nós mesmos. Não culpo aqui ninguém, mesmo os donos desses grandes impérios econômicos, eles são escravos também do dinheiro.
Parece difícil entender tudo isso. É complicado dar alguma resposta, sugestão solução. Infelizmente isso eu não tenho. Muitas ideologias foram feitas na esperança de acabar com essas desigualdades camufladas, mas todas falharam, foram abocanhadas por esse sistema. A única alternativa que encontro é a mudança da consciência.
Acredito que é possível mudar a pessoa humana. Torna-la mais consciente. Um desafio.Por isso que certas práticas de aparente injustiça podem ser justiças, como as ações afirmativas. Mas espero que essas também não caiam nas malhas do Capital.
quarta-feira, maio 16, 2007
Filosofia no ensino fundamental
Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, “não se pode ensinar filosofia, só se pode ensinar a filosofar”. A Filosofia então tem esse caráter de levar aos alunos o interesse pela investigação, pelo raciocínio e pela pesquisa. Por isso, vem-se discutindo seu papel transformador na educação básica. Esse papel parece levantar dúvidas como: de que forma trabalhar filosofia para jovens e crianças? Digo que necessita ser de uma maneira peculiar as outras disciplinas, visto que ela é diferente, e por isso deve ser dada por filósofos, de maneira criativa.
Acredito que todos os esforços empreendidos por muitas escolas na adoção da filosofia para jovens do ensino fundamental, resultaram na formação de futuros adultos conscientes de sua atuação social. A participação das pessoas na vida política de um país está cada vez mais difícil, pois a idéia que se tem ou é transmitida de política, apenas circunscreve o âmbito dos partidos e dos candidatos. Na verdade, as pessoas devem entender que política é feita por todos os cidadãos. Como cidadãos, somos responsáveis pela administração de nossa sociedade.
Pensar, refletir, questionar e criticar faz parte de nossa tarefa patriótica, e como conseguiremos transmitir esses valores? Através de uma educação preocupada com o pensar. Por isso, a Filosofia possui um papel importante na vida escolar do aluno. Ela o leva a indagar sobre os problemas sociais do mundo, não apenas tornando-o consciente, mais o levando a ter atitude de mudança.
Quando a LDB, em 1996, recomendou o ensino de filosofia na educação básica, seu objetivo era fazer com que todas as crianças pudessem ter acesso a uma formação humana mais integral, não apenas voltada para as disciplinas básicas. Os pedagogos perceberam que não adiantaria nada formar pessoas com conhecimentos teórico-práticos para o dia-a-dia, e não formar criadores de opinião, participantes de um ideal revolucionário, colocando sempre em xeque os mandos e desmandos da política nacional. Sedo assim, a Filosofia dever ter o papel de mostrar aos alunos que seu posicionamento na sociedade faz a diferença para torná-la melhor, não bastando apenas dar o voto para um governante que sempre prometera sempre as mesmas coisas que não cumpria.
Se não podemos ensinar filosofia, como diz Kant, mas podemos ensinar a filosofar, assim, a educação filosófica no ensino fundamental não deve se preocupar em dar conteúdos históricos, sem abordagem contextual, e sim apresentar aos alunos, sustentada pelos filósofos, a necessidade de criar um pensamento crítico e reflexivo, onde nossa ação social possa articular o desenvolvimento comunitário que precisamos. Isso é filosofar.
terça-feira, maio 08, 2007
Cotas e Ações Afirmativas

Tais ações são propostas por entidades vinculadas ao Estado e também da iniciativa privada, com os grupos de consciência negra, minoria que luta pelas cotas raciais. Muitas pessoas que afirmam ser as cotas mecanismos de descriminação, baseiam suas opiniões na idéia de que vivemos num país multicultural, miscigenado, e por isso têm a falsa consciência de que tal miscigenação acontece harmoniosamente, sem preconceito. O que elas se esquecem é de considerarmos uma reflexão mais abrangente do quadro desigual no Brasil.
Em 2001, o IPEA mostrou que 2% dos negros estudavam em universidades públicas, e que desse total apenas 15,7% terminavam os estudos. Entretanto, o que é mais alarmente são os dados apresentados pelo PNUD que apontam o Brasil com 64,1% dos pobres negros. Por que, então, pessoas afirmam que a entrada na universidade pública deve ser por “mérito”, se o país em que elas vivem não dá “oportunidade” de concorrência? Assim, cotas não são preconceito, é uma maneira de promover a igualdade para aqueles que não tiveram a mesma oportunidade de competir.
Baseado nos dados acima, defendo as cotas para alunos pobres, que estudaram em escolas públicas, sejam eles mestiços, brancos, negros e índios. Dessa forma, o critério econômico-social seria o fator primordial para avaliação.
E, se as cotas ferem a constituição, que “proíbe distinção de pessoas”, por que então não houve amplo debate para refletir a lei 8.112/90, que reserva 20% de vagas em concursos públicos para portadores de deficiência física, e a lei eleitoral nº 9504/97 que estabelece um mínimo de 30% de candidatos do sexo feminino para partidos? Se a proposta das cotas é reservar vagas, e isso fere a constituição, então por que não dizer que essas leis ferem a constituição, pois privilegiam deficientes físicos e mulheres. Não é direito igual para todos?Em suma, os debates e reflexões são inúmeros, dariam vários artigos, porém acredito que os elementos que aqui destaco servem para pensarmos nosso papel na sociedade. Será que estamos sendo criteriosos com nossos posicionamentos e opiniões? Refletimos apenas o restrito meio social em que vivemos ou ampliamos nosso campo de visão? Talvez seja essa uma tendência da sociedade midiática. Tratar o particular como universal, e não o particular como parte do universal.
sexta-feira, maio 04, 2007
O que é Filosofia 2

sexta-feira, abril 27, 2007
Diálogo com a coruja: Os Deputados e Jabor

Wisley: O jornalista Arnaldo Jabor vai ser processado pela Câmara dos deputados!
Coruja: Por quê?
Wisley: Ele fez duras críticas aos deputados depois que estes prestaram contas de R$ 2,5 milhões com verba indenizatória apenas com gasolina.
Coruja: Que coisa incrível!
Wisley: Em seu comentário, ele chamou os deputados de “canalhas”!
Coruja: Isso irritou todos, né!
Wisley: É! Jabor disse que “os nossos queridos deputados têm direito a receber de volta o dinheiro gasto com gasolina, seja indo para os redutos eleitorais ou indo para o hotel com suas amantes ou seus amantes”.
Coruja: Realmente ele abriu a boca para criticar o modo como a administração pública é feita!
Wisley: Isso mesmo! Ele disse que apresentando nota fiscal para comprovar o gasto, a Câmara repõe! Agora, você não acha que é muito dinheiro e muita gasolina?
Coruja: Esse dinheiro pode comprar cerca de 1 milhão de litros de combustível, suficiente para dar 255 voltas ao mundo, percorrendo 11 milhões de quilômetros.
Wisley: Credo! Os deputados rodaram muito então, só não sabemos para onde foram!
Coruja: Em compensação pagamos à conta né, disse Jabor!
Wisley: É! Por isso eu penso, em vez de processar, por que não esclarecer? Fica parecendo que não se pode mais criticar o governo, porque se não estamos ferindo, como disse os deputados, “a democracia e o povo brasileiro”.
Coruja: Pois é! Si é o povo brasileiro que paga a conta dessa rodada toda! O que estamos pagando? As idas dos deputados aos seus redutos eleitorais ou aos motéis?
Wisley: Acho que Jabor fez certo, mas da próxima vez, que ele não use palavras ofensivas, se não vai ser processado!
Coruja: Criticar é importante! Ofender é desnecessário!
quinta-feira, abril 26, 2007
O que é Filosofia
segunda-feira, abril 16, 2007
2º Encontro de Pós-graduandos
Minha comunicação será em torno dos estudos que ando pesquisando para o mestrado em Filosofia Social. Mais especificamente, estarei comentando sobre as buscas em torno dos textos de Theodor W. Adorno a respeito do progresso. O tema progresso procura analisar de maneira geral as abordagens feitas pelo filósofo frankfurtiano a respeito da situação hodierna, frutos de um capitalismo que não se preocupou com as questões sociais humanas.
terça-feira, abril 10, 2007
A Filosofia de Jovens e Crianças!

sexta-feira, abril 06, 2007
UMA PÁSCOA DOCE OU AMARGA?


quarta-feira, abril 04, 2007
POR DETRÁS DA INFORMAÇÃO! A SEDUÇÃO
Toda via, minha formação filosófica me leva a suspeitar dos reais interesses editoriais dessas revistas. Pois, para conquistar mais assinaturas, as editoras oferecem inúmeras vantagens ao possível assinante. Brindes como DVD’s, bonés, mochilas e outras parafernálias modernas. Tentam seduzir o ingênuo possível cliente que está do outro lado da linha para as necessidades de se estar bem informado. Por isso, elas criam várias promoções e as ditas campanhas.
Fui surpreendido por uma dessas campanhas. “Incentivo a cultura no Estado de Minas Gerais”, ou seja, como se as revistas dessa editora pudessem trazer em suas páginas a essência formativa cultural que o leitor precisa. Assim, minhas suspeitas são de algo ideologicamente articulado visando, não a formação cultural, mas ao consumo capitalista de bens. Mostrar as empresas, possíveis investidoras comerciais, que os leitores de suas revistas são possíveis consumidores, prontos para adquirir a nova tecnologia do mercado.
Por detrás de programas como “incentiva a cultura” ou “quem não se informa perde oportunidades”, as editoras tentam somar mais e mais leitores as suas listas de clientes. Assinantes que lhes garantirão uma cota de patrocínio no mundo da propaganda consumista. Realmente não enxergo outro motivo para continuarem sempre a insistir em assinaturas. Por que então sermos constantemente bombardeados por promoções, descontos e inúmeras promessas para assinar uma revista?
A nossa cultura virou semicultura, ou seja, tudo gira na ótica do capitalismo. Somos levados a acreditar numa troca justa. Ao comprar certo produto, estou convencido de que fiz um bom negócio por um bom preço. O que conta mesmo é o valor de troca e não o valor de uso. Às vezes compramos coisas que nem precisamos só pelo gostinho de comprar, de se sentir importante, realizado. Esse fenômeno acontece todos os dias porque somos seduzidos pela sensualidade das coisas.
As revistas informativas, hoje, trazem a tona apenas àquilo que é fato no nosso cotidiano. Realidades que são apresentados simplesmente pelo acontecimento, sem nenhum acréscimo de nada. Algo que nos leve a pensar a miséria e a individualidade crescente. Essas revistas prendem o leitor pelo sensacionalismo e não pela crítica. E quase todas as suas páginas são dedicadas a propagandas. Talvez seja isso que elas vejam como solução para nossos problemas. É o slogan: “Compre esse produto e resolva todos os seus problemas”. Ou aquela frase “seus problemas acabaram chegou...” e assim por diante. Os anos passam, e a propaganda tenta ser mais criativa, para atrair mais pessoas.
sábado, março 24, 2007
O mês do outono
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
terça-feira, fevereiro 06, 2007
O que é a Felicidade? Parte 2
Levando em consideração tais fatos, estou quase convencido de que vivemos é de momentos felizes, e não de algo completo. Infelizmente sofro muito com isso. Crio expectativas sobre algo que em um momento está bem e depois noutro momento piora. Ah! É algo terrível sentir essa sensação. Vou me entregar aos fatos. Tentar encontrar uma solução. Investigar mais profundamente o meu ser.
A felicidade! Terei que conquistá-la aos pouquinhos. Juntar os pedaços e experimentar por instantes o prazer que ela me proporcionará. Agora, quando terei ela por completo!? Só o destino para responder essa questão. Por hora, vou me ater a essas reflexões e se algo novo encontrar, com certeza serei feliz.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
O que é a Felicidade?
terça-feira, janeiro 30, 2007
A festa da Carne

sábado, janeiro 27, 2007
Minha saída!
sexta-feira, janeiro 26, 2007
O que é a Verdade?

Platão inaugura seu pensamento sobre a verdade afirmando: “Verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são; falso aquele que as diz como não são”. É a partir daí que começou a se formar a problemática em torno da verdade.
No dicionário Aurélio encontra-se a seguinte definição de verdade: “Conformidade com o real”. Talvez merecesse um comentário mais amplo, a afirmação acima de Platão, mas partindo do conceito dado pelo dicionário pode-se chegar as seguintes conclusões: Não existe uma verdade cujo sujeito possa ser o seu detentor; a Filosofia chegou a distinguir cinco conceitos fundamentais da verdade: a verdade como correspondência, como revelação, como conformidade a uma regra, como coerência e como utilidade. Falar-se-á um pouco de cada uma.
A verdade como correspondência diz respeito à afirmação platônica que foi citado no inicio deste texto. É a verdade que garante a realidade, ou seja, o objeto falado é apresentado como ele é. Aristóteles diz que: “Negar aquilo que é, e afirmar aquilo que não é, é falso, enquanto afirmar o que é e negar o que não é, é verdade”. Essa definição de verdade é a mais antiga e divulgada.
A concepção de verdade, sob o aspecto da revelação, surge num tempo em que empirismo, metafísica e teologia apresentaram novas formas de se entender a realidade. Trata-se de uma verdade que sob a luz empirista se revelou ao homem por meio das sensações, e sob a perspectiva metafísica ou teológica mostrou o verdadeiro por meio de um Ser supremo, Deus, que evidencia a essência das coisas.
A conformidade apresenta uma verdade que se adapta a uma regra ou um conceito. E esta noção de conformidade foi usada pela primeira vez por Platão: “... tudo o que me parece de acordo com este, considero verdadeiro,...” e retornando a história, Santo Agostinho afirma: “existe, sobre a nossa mente, uma lei que se chama verdade”. Em suma, a verdade, no sentido da conformidade, deve-se adequar a uma regra ou conceito.
Já na metade do século XIX, surgiu no movimento idealista inglês, a noção de verdade como coerência. Essa idéia de coerência foi difundida pelo filósofo Bradley. Ele critica o mundo da experiência humana partindo da idéia de que “o princípio de que o que é contraditório, não pode ser real”, isso o fez aceitar que “a verdade é coerência perfeita”.
Por fim, achou-se o pressuposto de verdade como utilidade, formulada primeiramente por Nietzsche: “Verdadeiro não significa em geral senão o que é apto à conservação da humanidade. O que me deixa sem vida quando acredito nele não é a verdade para mim, é uma relação arbitrária e ilegítima do meu ser com as coisas externas”. A preocupação é que a verdade como utilidade seja algo que faça bem toda a humanidade. O que não é de práxis para a conservação do bem, podemos dizer que é verdade?
Toda essa investigação sobre a verdade limita muito esse tema. A verdade possui inúmeros significados, dependendo da pessoa que a defina. Ela continuará sendo uma das questões mais abordadas nestes últimos tempos.
Estamos em um mundo de grandes transformações. Muitas ideologias são nos apresentadas como verdades inquebrantáveis. Somos forçados a acreditar na mídia, na política e na manifestação religiosa. Isso acontece de uma maneira inconsciente.
O que nos libertará de toda essa prisão é nossa atitude como sujeitos formadores de consciência crítica. A questão é ir afundo sobre aquilo que nos é apresentado. Fugir do senso comum e criar opiniões próprias. Depende de você encarar isso como verdade.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Curso de excelência profissional

É, as pessoas têm constrangimento de se expor para outros indivíduos. O organismo começa a denunciar o nervosismo, com suor e tremedeiras. Isso é mais uma prova de que o psíquico mexe com o físico.
Mas de uma coisa eu sei, quando estamos em pressão, coisas incríveis acontecem. Deve ser o instinto. Afinal, não deixamos de ser animais também, que nascem com instinto para poder sobreviver em momentos de perigo.
Ver todas essas pessoas se divertindo e, ao mesmo tempo, aprendendo, me leva a pensar que é possível uma transformação pessoal através dos exemplos e das dinâmicas. Só que não basta observar e escutar, é preciso praticar. Os desafios são enormes, mas vamos conseguir superar.
Estou louco para continuar o curso e ver onde isso vai parar.
terça-feira, janeiro 23, 2007
Sobre escrever um blog

Minha Filosofia é
um site de reflexão sobre vários assuntos. Seu objetivo é levantar debates e questionamentos acerca dos acontecimentos contemporâneos. Sugestões e comentários são bem-vindos.
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