terça-feira, outubro 28, 2008
O mundo depende de nós!
quinta-feira, setembro 18, 2008
Revista INTERAÇÕES - Chamada de Artigos
quinta-feira, agosto 07, 2008
O insulto que se faz...
Antes de ler este texto, quero muito agradecer por você estar dispensando parte do seu tempo em prol da discussão filosófica. Sei que não sou um dos melhores escritores ou aquele que fundamenta bem a Filosofia, mas tento, na medida do possível, refletir um pouco sobre os problemas que envolvem nossa realidade e convivência diária. Posso afirmar que tudo o quanto fazemos e escrevemos é espelhado na experiência pessoal, porque ainda pouco se faz para imaginar as outras vidas que acontecem simultaneamente a nossa. Nozick, ao defender sua Filosofia do "Estado Mínimo" teve o mínimo de preocupação com as pessoas que, para ele, possuem "vidas separadas". Bebendo da filosofia kantiana, Nozick nos diz que todos somos projetos de vida que não podem ser interrompidas e muito menos violadas em seus direitos.
Mas não tenho a pretensão de lhe falar, caro leitor, de Filosofia Política, Analítica ou qualquer outra. Meu propósito é pensar o insulto. Um bom tema que o filósofo Paulo Ghiraldelli Jr. com certeza tem muito a dizer, uma vez que ele sempre está lidando com pessoas confiantes que foram agredidas "webmente" por palavras ofensivas do "filósofo de São Paulo". Entretanto, são pessoas que não sabem ler nem entender o que se passa durante um debate e não são sinceras o suficiente para reconhecer a própria ignorância. Mas o filósofo Ghiraldelli Jr. já possui uma teoria sobre estas pessoas, a saber, são inimigos que se infiltram na lista para fazer bagunça e impedir o livre desenvolvimento do grupo.
Caro amigo, até agora só me manifestei sobre acontecimentos externos a temática. Procederei então a questão do insulto. Este é uma atitude, um ato da vontade que uma pessoa direciona a outra com o intuito de ofender e ridicularizar, promover uma violência com as palavras, tanto escrita como verbalmente. A pessoa que promove o insulto está numa posição defensiva, pois não tem a seu dispor meios de debater racionalmente com o outro. Então, regride a um estado infantil da personalidade que a faz proceder por instintos. O outro, aquele que recebe o insulto, por sua vez pode ficar calmo ou chocado e também responder com insultos e se reduzir ao mesmo estado psíquico que a pessoa donde partiram as primeiras insinuações.
Tudo isso não é novo. Qualquer um sabe dessas coisas e são manifestações facilmente constatáveis. Eu acredito que o novo seja o momento atual em que vivemos. Um mundo onde a personificação e o narcisismo dominam como Reis sem qualquer contestação. Se ser filósofo é "desbanalizar o banal", vamos desbanalizar o individualismo que já não é mais o mesmo.
As pessoas não querem descer da posição que acham ter, dificilmente entendem alguma coisa, pois quando encaram o objeto (um texto, um filósofo, ou qualquer coisa) estão impregnadas da lógica da dominação (o sujeito impõe ao objeto sua vontade), não existindo qualquer relação dialética que possibilite um duplo conhecimento, tanto do sujeito para com o objeto e vise-versa. Ai surge a arrogância e a prepotência que acabam virando insulto.
Vejo que o problema do insulto é um problema epistemológico porque perpassa o modo como procedemos o conhecimento, e a educação hoje (e ela precisa ser pensada) não dá conta de resolver, pois cria nas pessoas essa atitude de dominação, a lógica das ciências empíricas sobre um conhecimento mais filosófico, amadurecido e fortemente estruturado. Por fim, as pessoas burras saem por ai xingando e insultando todo mundo não porque acham que foram ofendidas mas porque não agem como deveriam agir, já que se dizem filosofas.
Em pequenas pinceladas, esse é meu ponto de vista, que está sujeito a críticas obviamente, mas que também não se esgotou. Tenho certeza que posso trabalhá-lo melhor unindo as críticas e os pontos positivos, não no intuito de se chegar a um consenso, e sim para as melhores perguntas e as possíveis respostas.
sexta-feira, julho 25, 2008
Sob a tutela do Estado
É ainda recente o modo como se discute a forma como o Estado de Direito Democrático atua sobre seus cidadãos. Visivelmente se constata que ao ter como fundamental o dever de proteger os indivíduos, o Estado acaba criando mecanismos de censura e cerceamento de liberdade, impondo inúmeras proibições por achar que estará protegendo as pessoas que estão sob sua responsabilidade.
Mas existe uma diferença entre proteger e garantir a liberdade. A meu ver o Estado não deve legislar sobre leis que ferem a escolha consciente e autónoma do indivíduo. Se o Estado se vê no direito de fazer isso, é porque pressupõe que seus protegidos não gozem de pleno esclarecimento e liberdade racional de suas escolhas. Se não sabemos escolher, ou seja, não beber ou não comprar cigarros porque causam mal a saúde e podem matar, então nos é imposto por força da lei tais proibições, na certeza, pensa o Estado, de que todos os indivíduos estarão protegidos.
Todavia, isto é um equívoco, dado o fato de que se muitos não sabem fazer a escolha certa, prejudica os que são verdadeiramente autônomos para decidir. O que o Estado precisa fazer, e não faz, é dar educação de qualidade para que os futuros cidadãos e até mesmo os que já atuam em sua liberdade, possa fazer suas escolhas com responsabilidade e conhecimento. Se não for assim, o Estado segue uma política paternalista de protecionismo, de punição que não corrige ninguém, mas, pelo contrário, favorece ainda mais os erros e desvios de conduta, uma vez que a mente humana parece se inclinar ao que é proibido.
Assim, defendo que o Estado de Direito Democrático deve cumprir seu dever de proteção e apoio, também de fiscalização, mas para aqueles que realmente precisam disso. Digo dos sujeitos que tiveram oportunidades, entretanto não a usaram ou desprezaram. Estes sim precisam de um corretivo e que seja nos limites da lei, para que outros não sejam prejudicados. Se a política de leis proibitivas continuar, então não teremos democracia e sim uma forma de depotismo com o povo, cabendo a nós lutarmos para que isso não aconteça.
sexta-feira, julho 11, 2008
Como é gostoso falar de Filosofia
Sempre quando me perguntam como é ser um filósofo eu logo respondo: é como se fosse um fabricante de picolé. As pessoas ficam assustadas quando digo isso e vagueiam tentando decifrar rapidamente a resposta que eu dei, pois ela não foi muito satisfatória, frustrando todas as expectativas de uma explicação erudita. Ai eu mais que depressa explico porque essa comparação.
Eu comparo o fazer filosófico como um fabricante de picolé porque quando você saboreia um picolé sente um gelado que ao mesmo tempo causa prazer e desconforto. Algo gelado às vezes dói e não pode ser consumido assim de uma tacada só. O picolé precisa ser vagarosamente saboreado, lambido e experimentado com calma. Existem os apresados que nada ganham com a presa e mordem até o palito. Mas deixando estes de lado, isso é que faz sucesso no doce, sua tranquilidade. Mesmo gelado, é gostoso e faz bem.
Na Filosofia é a mesma coisa. As reflexões, os problemas e os conceitos são bem frios, quase incompreensíveis para qualquer um. Mas quando você vai se deliciando aos poucos, descobrindo o sabor que cada filosofia contém, você vai gostando e já não importa o gelado e sim o prazer de ter descoberto e participado desse momento fantástico de conhecimento. Assim como existem os comilões do picolé, também há os apresadinhos da Filosofia, que vão aos meios mais fáceis e acabam descobrindo pouco do vasto e quase infinito universo do filosofar.
Agora, todo aquele que gosta de um bom sorvete procura também aprender a fazer seu próprio sorvete. Nesse sentido é que fazemos filosofia, pois colocamos nosso amor e gosto pelo novo. Fazemos uma, duas e mais de trinta vezes até chegar no ponto ideal. Ai ficamos mais satisfeitos ainda porque além de saborear um frio mas gostoso sorvete, podemos oferecê-lo a outras pessoas e despertar nelas a vontade de criar também e se deliciar com tudo isso.
Assim, a Filosofia conquista muitas amizades, faz jus ao nome de "amigo do saber". Todo mundo senta ao seu redor ansioso por mais um momento em que seu "si dar no mundo" é frio e ao mesmo tempo gostoso. Não devemos esquecer disso, de sempre promover o filosofar. Iniciativas como a de muitos filósofo brasileiros de levar adiante este saboroso doce é o resultado do ardo esforço de "sorveteiros do saber" que querem levar a todos a se deliciar do pensar autêntico e autônomo, para que mais indivíduos se tornem conscientes de suas responsabilidades e liberdades no mundo.
Vamos todos saborear Filosofia.....
terça-feira, junho 24, 2008
Minha volta gradual ao blog!
Depois do I Simpósio Nacional sobre Metafísica e Filosofia Contemporânea que ajudei a organizar, minhas energias praticamente sumiram e o estimulo de continuar escrevendo já não acompanha o novo ritmo de trabalho que agora estou submetido. Tenho que finalizar minha pesquisa para o mestrado. Na reta final, os textos precisam de uma atenção maior e especial. A dedicação e o esforço são indispensáveis neste momento.
Gostaria de compartilhar com vocês o quanto foi importante este primeiro evento em Metafísica para o trabalho filosófico. Sabe-se que em tempos onde a Metafísica está em descrédito, suas problemáticas voltam a ser alvo de questionamentos filosóficos. Estas dúvidas não estão longe da realidade, como alguns pensam que é o modo de se fazer Metafísica. Pelo contrário, hoje esta disciplina filosófica ocupa um lugar privilegiado, pois suas indagações ainda persistem.
Para corroborar tais afirmações, o evento contou com a participação de mais de 200 pessoas e obteve 80 inscrições em comunicação de trabalho, dentre os quais, 21 foram sobre Metafísica e Ontologia, um dos eixos temáticos do evento. Nestas comunicações, o que mais prevaleceu foi às discussões contemporâneas da Metafísica, cujos autores podemos destacar Bérgson, Sartre, Heidegger e outros. Todas as apresentações foram objetivas e claras, destacando a enorme importância de se pensar o SER e suas fundamentações.
Ao fazer um balanço geral, notou-se que há uma urgente necessidade de se promover novos debates sobre a questão Metafísica e um novo evento itinerante, com a parceria de outras instituições, dentre elas, a PUC-Minas que fez a proposta de se fazer uma nova edição do evento em Belo Horizonte. Em suma, acredito que nós, os organizadores, colhemos os bons frutos do trabalho e sabemos que os próximos eventos serão muito mais ricos e fortes no que diz respeito à participação. Assim, novos trabalhos em Filosofia virão, aguardem....
domingo, maio 11, 2008
As nossas mães
sábado, maio 03, 2008
Maio é mês de muitos eventos em Filosofia
quinta-feira, abril 03, 2008
O tempo não pára

quinta-feira, março 20, 2008
É difícil escrever um texto...

Outro empecilho para o ato de escrever é a falta de criatividade. Mas a falta de criatividade está ligada ao comodismo e a rapidez dos tempos modernos. Poucos têm o privilégio de se preocuparem apenas com seu trabalho literário e não com coisas de inteira sobrevivência. Mais uma vez se volta àquela velha situação dos intelectuais gregos, onde para ser um filósofo era necessário gozar do ócio. Os grandes pensadores tinham escravos que faziam o serviço inferior, que no entanto é indispensável para sobrevivência. Hoje, as crianças que poderiam ter a oportunidade de se dedicarem mais aos estudos muitas vezes têm que trabalhar para garantir o sustento da casa. Isso não é fantasia, é realidade mesmo.
Voltando a rapidez dos tempos modernos, se eu perguntasse a alguém o que ele preferiria, escrever ou ler um livro, as respostas, ou a maior parte delas, seria que é melhor ler um livro do que escrever um, “demoraria de mais”, afirmariam alguns. De fato, ninguém quer se dar ao trabalho de desenvolver um livro de 100 páginas. Existem tantos exemplares nas livrarias, não haveria necessidade. Escrever seria para poucos que gostam da coisa. No mundo em que vivemos, posso defini-lo como o mundo da coisa pronta. Tudo que você precisa é só ir em uma estante e comprar. Esse ato, tal fácil de se realizar esconde a sedimentação da preguiça.
O que falo aqui não é coisa nova. Muitos intelectuais já escreveram sobre o consumo, sobre o mundo moderno, sobre tudo. Apenas destaco que mesmo escrevendo e alguns lendo, essas coisas não se tornam profundas. Por exemplo, o incentivo a cultura, a literatura é excelente, mas não deixa de ter um viés comercial, porque o livro se tornou produto. Quando o livro se torna produto, não vale à pena ler, pois só é para satisfazer ou ajudar alguém a se superar, algo que particularmente acho, deveria ser da própria potencialidade das pessoas.
Um escritor pobre, desconhecido, que escreve coisas legais, literatura fantástica, não tem seu trabalho reconhecido, pois as editoras se tornaram indústria e só publicam livros de pessoas famosas, que estão na mídia, afinal, venderia mais um livro de um ex-bigbroder do que de um José Silva que mora no interior de Minas Gerais, numa cidade chamada Pradolândia.
É por meio de concepções tristes como essa que fica difícil escrever algo aqui no Brasil, como no mundo todo. O interesse econômico impera soberano e forte, que conseqüentemente faz a gente consumir lixo, porcarias e coisas do gênero. Não dá para ser escritor sério aqui no Brasil enquanto persistir essa indústria do entretenimento, que reduz a literatura num objeto de deleite. É essa a minha indagação.
quarta-feira, março 05, 2008
O dia internacional da Mulher

Não podemos esquecer que a base de nossa cultura é grega. Mesmo com o nascer de um novo tempo, uma nova era dominada pelo espírito científico, nossa individualidade continuava seguindo os parâmetros gregos. Quando as mulheres lutavam por igualdade, por participação na vida econômica dos homens, não é que estes a impediam de trabalhar, pelo contrário, muitos industriais até preferiam que as mulheres abarrotassem seus postos de trabalho, uma vez que os salários pagos as mulheres eram menores que os homens. O que os homens não admitiam era a mulher na esfera pública da administração. Isso era um cargo que só a eles competia. A luta feminista foi então direcionada ao direito das mulheres poderem votar e serem candidatas a cargos públicos.
Hoje, ainda temos um número muito pequeno de mulheres na vida política e também na administração de grandes corporações industriais. Prevalece em muitos os mesmos sentimentos culturais herdados dos gregos. Camuflados na forma de leis acessíveis e de mecanismos jurídicos de integração, o preconceito ainda é visível em muitos setores. A mídia apenas encobre ou mostra fatos isolados, porque ela também é dominada por um universo tipicamente masculino.
As mulheres querem seu espaço na administração, querem mostra aos homens que são capazes de exercer cargos de chefia com o mesmo potencial e a mesma responsabilidade. No entanto, perdem os bons costumes que antes eram sua marca registrada. Além disso, adquirem os maus hábitos dos homens e aprendem a ser menos carinhosas e protetoras. Claro que existem exceções, entretanto, o direito que as mulheres querem conquistar pode se tornar uma cruz e uma nova configuração de vida. Não que eu queira recuperar os velhos tabus sexuais, mas me preocupo com a responsabilidade de formação que a mulher “administra” muito bem. Há um caminho muito espinhoso nas discussões de gênero, e um deles é o papel feminino no mundo hoje, tanto com relação à família, como no mundo dos negócios.
sábado, março 01, 2008
Uma vida, muitas esperanças...

O aniversário é um momento único para refletir o que foi feito e o que será feito a partir dessa data querida. Não podemos deixar de lembrar nossos amigos neste dia de festa. Sempre lembro de todos, mesmo aqueles que não mais vejo. Se por ventura, algum deles encontrar este blog e ler este post, se sinta acolhido e amado por mim. Eu nunca o esquecerei. Os que aqui estão chegando e lendo meus pequenos textos, sintam-se em casa como meus amigos. Muito obrigado por estarem aqui.
Este é meu primeiro aniversário depois que deixei o seminário de Filosofia. Quando saí, resolvi seguir um novo caminho, trilhar uma nova estrada em meu amadurecimento pessoal. Conversei com muitas pessoas, e hoje, a decisão que tomei for muito importante. Estou enxergando um novo mundo. Não deixei de ajudar e contribuir com a Igreja, mas sei que precisamos pensar um novo futuro para ela. Agora, quero ser feliz ao lado da Luana, minha namorada.Desejo dar e receber amor, de maneira que este amor se torne uma nova esperança para o mundo em que vivemos.
Ao completar mais um ano de vida, estou com inúmeros projetos. Dentre eles, terminar o meu mestrado e lecionar. Também escrever artigos e livros, junto com um projeto de Doutorado, para que assim possa eu contribuir ainda mais na comunidade acadêmica. Penso profundamente em dirigir minhas pesquisas para Ciências da Religião, uma vez que as pessoas podem descobrir muito sobre si mesmas com a atitude religiosa. Algo sério. Tenho certeza que a comunidade é o local de encontro e fraternidade entre as pessoas. Espero poder ajudar muito neste trabalho, desenvolvendo atividades sociais para todos independentes do credo ou visão política.
Por fim, quero agradecer aos amigos, família e colegas que sempre me apóiam, rezam e ajudam no meu percurso rumo à felicidade completa. Muito obrigado a todos. Estou feliz por saber que posso contar com vocês. E você que está lendo este post, sinta-se meu amigo também. Estamos todos no mesmo barco chamado Terra e precisamos nos unir para torná-la o melhor barco de se navegar.
domingo, fevereiro 24, 2008
Reflexões de uma visão política
O final da história todos nós sabemos. De tanto mentir e se arrepender, o menino de madeira tomou juízo, enfrentou perigos para salvar seu pai e como recompensa por ter aprendido a lição, foi transformado em um menino de verdade pela fadinha Azul. Que pena, meus amigos, se isso fosse verdade no mundo de hoje. A realidade é mais cruel do que se possa imaginar. O Gepeto, um grandioso e revolucionário partido político, tem um sonho fabuloso; criar um político (um Pinóquio) que fosse o melhor de todos os tempos, preocupado com a miséria, com a educação, com a saúde e principalmente com a economia. Verdadeiro, honesto, integro seriam seus ingredientes exclusivos, nenhum outro seria como ele, o melhor e mais autêntico político de todos.
Esse político verdadeiro seria o boneco transformado em menino de verdade. Todavia, a mesma fadinha Azul que deu vida ao boneco, a fadinha da ideologia política, não conseguiu mudar tal político. Ele continuou só boneco. Um mentiroso, um desonesto, um corrupto. O pobre Gepeto fica desiludido e se pergunta: “onde foi que errei?” Mas o pobre boneco que surgiu de um ideal, foi se lambuzando com a lama do poder e gostou muito desse chafurdo. Só que há um pequeno detalhe. O nariz desse político sempre cresce e aparece na mídia para todo mundo ver.
O conto do Pinóquio é um protótipo de partido político que está impregnado por gente burra e mentirosa. Pessoas falsas que se dizem defensoras de um ideal, de um projeto político, mas visam apenas à diversão. Não querem saber da mais ninguém a não ser do seu próprio nariz, que vai crescendo, crescendo, até que um dia, o tamanho dele já não se pode esconder. Ai, meus caros leitores, o final não é feliz, é triste mesmo, deprimente.
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
O vírus do Poder. Fidel deixa a presidencia de Cuba

Fui surpreendido com a notícia de que Fidel Castro renunciou ao cargo de presidente de Cuba. A notícia ocupou as mais destacadas páginas de jornais pelo mundo afora. Em pleno século XXI, a ditadura de Fidel resistiu 49 anos no poder, e mesmo com o fim da União Soviética, permaneceu intransponível aos ideais de democracia. Os títulos que destacaram o fim de uma era traziam como chamativo: "Fidel renuncia ao PODER", "Fidel deixa o PODER de Cuba". Sempre a palavra PODER recebe um destaque maior quando se trata de um governo comunista. E na democracia? Existe essa esfera do Poder? Há quem renuncie ao poder? Claro que sim. O Poder está disseminado por ai. Todo mundo corre o risco de se contaminar. É um vírus contagioso. Pode não te matar, mais vai liquidar seus opositores.
Têm gente por ai elogiando Fidel, outros o criticando. Uma coisa é certa, cada opinião se forma a partir de um ponto de vista alienado. Se Fidel seguiu os ideais socialistas, comunistas ou marxistas, e seus discursos eram prolongados e especiais, não encobre a matança de muitos homens. Adversários políticos, famílias, tudo. Uma verdadeira chacina. Mais uma conseqüência do vírus do poder. Ele destrói seus adversários. É muito complicado fugir dele, mas não é difícil domesticá-lo. Basta que tomemos injeções de Filosofia, de Crítica e também de Democracia.
Eu, como muitos outros, esperamos a democracia em Cuba. Esperamos o direito do povo se expressar, de criticar, de tirar alguém do Poder. Numa democracia, nós é que elegemos, nós é que tiramos e colocamos alguém no Poder. Faz-se algo de errado, a gente o tira. Essa certeza democrática precisa vencer. Mas, como diriam os filósofos, tem gente que confunde Democracia com Capitalismo. Um regime ditatorial pode ser capitalista também, vejam o exemplo da China. A única coisa que não pode ser é uma democracia, que preserve os direitos humanos. Assim, esperamos isso para o povo cubano.
O vírus do poder está espalhado até mesmo nas democracias. Isso porque seu combustível se chama Capital. É o dinheiro que movimenta e espalha o vírus. Temos que acabar com os focos de corrupção e ladroagem. Estes são recipientes férteis para propagação do mosquito da “Podernomia”. Os sintomas são claramente percebidos. Os indivíduos começam a usar cargos públicos em beneficio próprio. Driblam as leis e amaciam os que não estão contaminados. Os meios de comunicação prestam um grande serviço de saneamento básico, quando desmascaram os redutos de propagação do inseto. Vamos acabar com isso, vocês podem colaborar e muito.
domingo, fevereiro 17, 2008
Eleições presidenciais nos Estados Unidos: Obama

Por que as pessoas no mundo todo acompanham os bastidores das eleições presidenciais nos Estados Unidos? Quais os motivos para tanta curiosidade sobre o novo e futuro presidente da maior potência econômica do mundo? Durante semanas, as prévias norte-americanas foram destaque em muitos jornais. Muito mais lidas são as reportagens sobre a disputa de Obama e Hilary Clinton como candidatos pelo partido democrata. Notoriamente, Obama vem se mostrando um adversário difícil para Hilary e conquistando muita popularidade. Entre nós há certa simpatia pelo candidato Obama, justamente pelo fato de ser um representate do sentimento de mudança cultural, que também motivou a escolha de presidentes populares na América Latina.
A maior parte das pessoas, mesmo aquelas que cresceram economicamente, possuem ainda o sentimento de liberdade e igualdade que norteia toda política liberal. Todos esperam que as injustiças do passado sejam remediadas pela competência e capacidade daqueles que foram um dia, excluídos do privilégio social. Obama representa para muitos jovens e velhos um símbolo de libertação e de reconhecimento da capacidade cultural e respeito a direfença. Por ser negro, sintetiza todo o passado de dor e sofrimento que os povos africanos sentiram com a escravidão e com o preconceito.
Na América Latina, o mesmo sentimento de superação paira sobre o círculo das comunidades que acreditam em políticos de origem humilde e simples, como um sinônimo de mudança. É a vez de dar oportunidade aos grupos cuja ideologia prega o fim do preconceito e da aristocracia fundiária e rica. A ascensão de presidentes como Lula, Evo Morales e Hugo Chaves representa esse sentimento que faz as pessoas quererem a vitória de Obama, mesmo não sendo partidários da política externa, há muitos anos, fria e imperialista nos EUA.
As pessoas, em todo mundo, vêem que um político com causas parecidas e com uma imagem menos característica de um déspota seria capaz de mudar a imagem americana frente aos últimos acontecimentos militares da política Bush. Não menos corro o risco de afirmar que os norte-americanos buscam uma nova imagem para o país. Eles sabem que o mundo, e principalmente o mulçumano, não morre de amores pelo exemplo de progresso ao longo dos anos conquistado pela república americana. Para por fim a esse papel de inimigos do mundo, a escolha de Obama seria crucial em relação aos interesses internacionais da América.
Um país influente economicamente, deseja mais que estabilidade, também quer uma imagem limpa e melhor. Os norte-americanos se preocupam muito com a aparência, e sabem como ninguém, da importância disso para o mundo. A tendência é que Obama seja um forte candidato à casa branca e, a meu ver, seria uma experiência interessante, uma visão nova da América que abalaria os mais pessimistas teóricos da ciência política. Cabe aguardar os resultados e as eleições que prometem ser muito bem apreciadas pelo mundo inteiro.
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Sobre a difesa da vida: uma campanha

Parece oportuno em pleno momento em que o congresso organiza um plebiscito popular sobre a legalização ou não do aborto em certos casos, como por exemplo, o estupro. Deferente de qual seja a origem, o aborto é um assunto que já tem seu veredicto tomado pela Igreja. Ele está terminantemente proibido, pois viola a vida. Esse é o foco da campanha: alertar as pessoas sobre a legalidade do direito de matar um ser humano em formação. Legalizar o aborto seria banalizar a vida.
Realmente, essa campanha tem um fundo esclarecedor, e é positiva para democratizar o debate acerca do princípio de se defender a vida. Em uma sociedade cada vez mais fechada no individualismo e na falta de fraternidade, as pessoas acham que tudo pode ser resolvido com tranqüilidade a partir da eliminação definitiva do problema. Muitos pregam a pena de morte, o massacre, o holocausto, como maneiras de saneamento do mundo. As pessoas estão impregnadas de um ponto de vista natural da auto-sobrevivência e acreditam que o “diferente” é prejudicial. No fundo, a humanidade sempre buscou formas diretas e eficazes de resolver seus problemas. Entretanto, não é universalizando a morte que podemos resolver todos os nossos problemas.
A igreja tenta pregar algo universal. Acredita que se houver uma banalização da vida, um casuísmo generalizado, no futuro já não poderemos sentir qualquer compaixão pelo próximo, uma vez que a vida dele é desprezível, não vale nada. Temos a frente o imperativo categórico kantiano, de que uma ação, por mais justa que pareça ser, não pode ser universalizada quando fere a liberdade dos indivíduos. Para Kant, as pessoas não devem ser usadas como meio para obtenção de determinado fim. Todos nós possuímos projetos pessoais de vida que necessitam ser respeitados. Se você universaliza o aborto, acaba validando sua pratica as vontades pessoais de cada indivíduo. No caso, a mulher pode simplesmente pedir o aborto para se livre de dores ou desconfortos. Ninguém pode querer uma situação dessas. Mesmo que a gestação seja fruto de um ato de violência, não é permitido que se mate um ser vivo por motivos pessoais. Outras soluções precisam ser encontradas, entretanto não se pode generalizar uma barbárie como a morte de uma criança, uma pessoa em potencial que terá também projetos de futuro.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Carnaval, pão e circo

O carnaval de hoje não fica longe da realidade de Otávio Augusto. Sendo o soberano do governo, patrocinou a festança do povo. Os governos atuais, principalmente no Brasil, também patrocinam a farra dos eleitores. Todos os carnavais recebem incentivos e verba de leis que classificam o carnaval como “cultura”. Sendo “cultura”, pode ser financiado com dinheiro público. Enquanto o povo brinca, pula, come a vontade, não percebe o que está por detrás dos panos.
Enquanto se preenche o “tempo livre” com pão e circo, ninguém irá preparar uma revolução para contestar os mandos e desmandos da política. E isso corresponde o sucesso dos carnavais, ano após ano. Todos discutindo a melhor fantasia, o melhor samba-enredo e escolas. Os olhares do Brasil se voltam para as avenidas e sambódromos do Rio e São Paulo. Só o carnaval de Brasília não se tem notícias.
Nem todo mundo pode ter um carnaval feliz. Alguns morrem, outros ficam feridos, outros cheios de seqüelas. A fasta que era de todos acaba se tornando festa de poucos. Abusam do álcool e da direção. Todos se transformam, mudam de face. O carnaval virou recipiente de degenerados. Quem vai pensar em política numa hora dessas?

Então, carnaval é o melhor negócio para entreter o povo. Para fazer o povo esquecer que tem um país abandonado e sem iniciativa. Muito mais rentável, pois nele tudo se paga. E a procura é grande. Se Otávio Augusto tivesse a mesma ousadia dos marqueteiros modernos, ele saberia explorar muito mais o potencial do pão e circo como acontece agora. Ele não precisaria distribuir gratuitamente à população. Bastava uma boa propaganda para encher os cofrinhos do império. Todo mundo estaria feliz e não encontraria tempo para criticar o seu governo.
terça-feira, janeiro 29, 2008
Contra um novo atentado ao Saber!

quinta-feira, janeiro 24, 2008
Em defesa da "Filosofia"
"A Resolução nº 4, de 16 de agosto de 2006, do Conselho Nacional
de Educação (CNE), determina a obrigatoriedade do ensino de filosofia e
sociologia para o ensino médio. A resolução também estabelece que os sistemas de
ensino terão até agosto deste ano para fixar as medidas necessárias para a
inclusão das disciplinas no currículo". (Fonte: Portal MEC)

sexta-feira, janeiro 18, 2008
Uma ou "Duas Caras"!
Parece que a lógica noveleira sempre vai ser assim. Quando uma novela estreia, seu índice de audiência é o pior possível. Quando todos os personagens se encontram e cativam o público, o sucesso aumenta. No final da série, há uma vitória incontestável de pontos no ibope televisivo. Assim, a tacada perfeita, o glamur e a reviravolta de "Duas Caras" só acontece quando o público mergulha e se identifica com os personagens, e claro, com o enredo da trama.

segunda-feira, janeiro 14, 2008
Crítica ideológica e realidade
Começa a barbárie esclarecida, começa o BBB8

Sem dúvidas, o programa faz sucesso em todas as camadas. Desde os mais pobres até os ricos excêntricos. É fascinante ver o comportamento de pessoas enclausuradas numa casa com câmeras em todos os ambientes. O corpo, o linguajar, as atitudes, os gestos, tudo não escapa às lentes sempre ligadas do aparelho, que transmitem aos lares brasileiros e mundiais, cenas que eles mesmos estão acostumados a presenciar no dia-a-dia. Há apenas uma diferença. Os que estão dentro da casa não se vêem a si mesmos, apenas os que estão de fora. Estes últimos são convocados a dar seu parecer na eliminação de um candidato. A maioria julga pelo comportamento que acham ser um péssimo exemplo. Mas se estes, no lugar de julgar, estivessem dentro da casa? Não fariam a mesma coisa?
O problema do BBB é o fato de representar a subjugação da razão humana. O aparelho faz o intermédio desse julgamento, logo ilustra que estamos sobre a lógica do domínio. As pessoas se identificam com o programa. Observam todos os seus desejos representados em um personagem, em um herói. Optam por aquele que mais expresse seus ínfimos sonhos, e o apóiam até o fim. A televisão e esses tipos de programa fazem essa revelação nua e crua, e as pessoas gostam de ver. Gostam de presenciar seu próprio sofrimento, sua própria decadência. É fenômeno do sadomasoquismo social.
Os programas de reality show como o Big Brother Brasil mostram que nossa sociedade não se livrou dos fantasmas da penúria, porque sempre cultivamos a esperança de que as coisas um dia podem melhorar, que um grande prêmio chegará e resolverá todos os problemas. Mas a rotina humana de domínio ainda continua. O trabalho alienado persevera em todos os âmbitos. Esses tipos de programas servem apenas para nos manter afastados de um real esclarecimento, de uma real reflexão. Ao chegar em casa depois de uma enfadonha rotina de trabalho, a única coisa que se espera é recompor as energias para o próximo dia. Além de fazer isso, os programas de entretenimento colocam ao indivíduo o fato de que ele deve se acostumar a essa situação. Não existem saídas. Ou você se coloca sob o domínio, ou se isola socialmente.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Promessa de Felicidade
Segundo Bachelard, “para sermos felizes, precisamos pensar na felicidade do
outro”. Será mesmo?

O grande filósofo grego Aristóteles só poderia enxergar felicidade como fim último dos homens, pois a sociedade em que outrora vivia necessitara de urgentes reformas políticas, que garantissem o bem-estar de todos. Esse fim último dos homens poderia ser alcançado com o cultivo da virtude. A virtude era o único meio de se chegar à felicidade. Ela seria a justa medida entre os valores morais e os prazeres supérfluos. De Aristóteles até a modernidade, felicidade significara uma conquista universal, uma conquista para todos.
Com os filósofos existencialistas, felicidade passou a ser sinônimo de individualidade, ou seja, uma busca pessoal e não comunitária. Ela estava implicitamente ligada ao desejo de liberdade. Logo, felicidade e liberdade caminhavam juntas. O próprio filósofo francês Jean-Paul Sartre atribuía ao Outro um empecilho a minha felicidade. “O inferno são os outros”. Uma felicidade comunitária era impossível de se conquistar, apenas alcançaríamos a felicidade própria.
Assim, descordavam os filósofos entre si sobre o termo felicidade. Isso mostra o quanto é difícil darmos uma definição precisa do termo. Será a felicidade uma busca pessoal ou comunitária? Essa era a grande questão. O fato é que muitos prometem felicidade sem saber o que realmente ela representa na vida de cada um de nós. A religião é uma dessas promessas. Ela promete uma felicidade eterna que só será atingida no final da caminhada terrena. Em outras palavras, a salvação é a felicidade esperada.
Quanto à promessa que a religião faz sobre a felicidade, não me preocupo tanto, uma vez que fora substituída por outra. Minha preocupação é com a promessa de felicidade, que substituiu a da religião, que o mundo de hoje prega de maneira bem camuflada. Uma promessa efêmera que só diz respeito aos bem-sucedidos economicamente. Uma felicidade individualista que prega a fé no progresso técnico como alavanca dos dias melhores. O termo felicidade, tanto individualmente como coletivamente se misturam, não se sabe mais quem é quem. As vitrines das lojas oferecem inúmeras bugigangas com a promessa de felicidade. As campanhas políticas oferecem também a promessa de felicidade para todos. No final das contas, vivemos uma crise em todos os sentidos, e essa dita promessa feita pelas ideologias se afasta cada vez mais da realidade em que o mundo está mergulhado.
Quem se diz feliz hoje, ou é por si mesmo ou porque ainda enxerga uma ponta de esperança, uma luz no fim do túnel. Ainda duvido das respostas afirmativas sobre a felicidade. Quando tomaremos consciência de que o caminho que se vem traçando hoje não condiz com a realidade? Quando a humanidade vai rever seus projetos? Segundo Bachelard, “para sermos felizes, precisamos pensar na felicidade do outro”. Será mesmo?
domingo, janeiro 06, 2008
O problema da panfletagem

sexta-feira, janeiro 04, 2008
Sobre os impostos

quarta-feira, janeiro 02, 2008
Lula e o otimismo prático

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