segunda-feira, janeiro 14, 2008

Crítica ideológica e realidade

Se vocês lerem o post abaixo deste veram que teci críticas ao Big Brother Brasil 8 que começou. Podem me julgar ainda um atrasado em pedir auxilio a teorias críticas, ou que sou um partidário dos marxistas, neomarxistas e de igrejinhas intelectuais que se formam pelas universidades afora e depois ficam criticando tudo que é meio dizendo ser o fim da civilização. Não tenho essa pretensão de ser famoso, se é que exista gente achando isso do meu caso. Pelo contrário, sou livre, posso escrever minhas críticas como quiser e para quem quiser, mesmo que para isso eu utilize daquilo que aprendi na Universidade. Sou filósofo, minha profissão é escrever, comentar, dizer o que acho.


No Brasil, pouca gente sabe para que serve um filósofo. Diriam os doutos que a utilidade de um filósofo é dar aulas na Universidade e fazendo pesquisas. Nada mais. Para falar sobre assuntos do cotidiano nacional, basta apenas outros caras, filósofo não serve. Só serve médicos, advogados, engenheiros e pais de santo. O lugar do filósofo não é especulando a vida alheia ou falando de política, pois, na sinceridade, não ninguém entende o que eles falam. O espaço na mídia é pouco para sujeitos assim.


Li em uma entrevista na revista Discutindo Filosofia... o fato da procura pelo curso de Filosofia ter aumentado devido a seu retorno como disciplina obrigatória no ensino médio. É claro que isso não é o principal carro-chefe da procura, mas um sinal de que o curso não é um dos mais populares aqui no país. No caso, a oferta de emprego estimulou a procura maior, entretanto sempre houve quem optasse pelo curso, mesmo em menor quantidade. Mas na Universidade se ensina uma coisa e a vida real outra.


Aprendi com colegas que nos Estados Unidos filósofo tem que servir para alguma coisa. Eles devem dar sua opinião sobre qualquer coisa, pois se não o fazem, rapidinho são tidos como débeis, inúteis, burros. Como no Brasil não há o fato de que filósofos opinem em alguma coisa, quanto menos disserem sobre algo, melhor. Taí a incoerencia da nossa Universidade. Ensinar a falar menos e produzir mais artigos. Assim, os filósofo deveriam ficar enfornados na Universidade pesquisando sobre os vultos do passado, tentando encontrar algum problema interessante. Ora, só mesmo com a ajuda de algum médium.


Apesar da minha formação ainda não estar completa (no sentido que a academia deseja), me considero alguém que fala. Podem me acusar de ser preconceituoso ou coisas do genero, ou que eu entro em contradição. Continuarei indo e voltado, tentando melhorar para não causar escândalos. Só não quero servir de mau exemplo. Sou filósofo e não oportunista.

Um comentário:

Lilian disse...

OLá, adorei encontrar seu blog ( através do seu prfil no orku - estamos na comunidade da sociedade brasileira de filosofia.


seu blog faz jus ao que penso da filosofia, que eu penso da filosofia, que é um estudo que vai muito além de história de vida de grandes filósofos.

estou largando minha profissão de enfermeira para a filosofia, confesso que ando meio desanimada, embora eu esteja fdando continuidade à minha vontade. Mas o desalento é que oro numa cidade praticamente acultural, que ainda enxerga a filosofia com romantismos psicologicos e história da filosofia, esquecendo de trazer esta a luz do dia.

ainda me vejo sem rumo,insegura neste sentido.

no mais Parabéns.

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um site de reflexão sobre vários assuntos. Seu objetivo é levantar debates e questionamentos acerca dos acontecimentos contemporâneos. Sugestões e comentários são bem-vindos.


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