sábado, fevereiro 28, 2009
Defesa de dissertação
sexta-feira, janeiro 02, 2009
Paz para 2009!
Os conflitos se arrastam por décadas desde que homens convictos de poder quiseram conquistar o mundo. Esse desejo de conquista é motivado por uma insegurança. Entre se proteger e atacar os outros, é preferível atacar. Mas, deste resultado vem problemas sérios, inclusive a derrota. É complicado lidar com essas situações.
Ambos os lados nesta guerra foram culpados. O Hamas por atirar mísseis em território israelense, e segundo, Israel por agir de maneira violenta, sem considerar os civis que não tem nada haver com o conflito. Sem considerar ninguém, nem mesmo as Nações Unidas, Israel apresenta ao mundo seu poderio de destruição. Convictos de que precisam riscar do mapa os militantes do Hamas, destróem sem dó nem piedade todos os que atravessam seu caminho.
Não podemos esquecer o quanto é complicado para um país mostrar que tem condições de resolver seus próprios conflitos com a violência. Oportunamente, os líderes israelenses deram uma resposta ao ataque, mas por motivos políticos. Muitos sofrem justamente por essa rivalidade sem fim entre os que querem o poder. Para o poder não existem meios e sim fins. Para se chegar ao poder não importa se muita gente irá morrer, o objetivo final é sempre conquistar uma posição.
Depois de anos sendo perseguidos pelos nazistas, os judeus se veem travando uma guerra onde desta vez eles são os carrascos do povo palestino. É muito triste e decepcionante esta situação. Caberia ouvir o que a Filosofia teria como resposta a esse conflito. Pois bem, a Filosofia só pode dizer que houve um cochilo do Espírito, no dizer de Hegel. Onde passa o momento de reconciliação, a violência predomina e os sentimentos desagradáveis surgem.
Este conflito entre palestinos e israelenses só terá fim com a intervenção internacional, com o diálogo e a diplomacia dos políticos. Afinal, quem está com a cabeça quente não consegue parar para pensar, e é isto que vemos, dois governos com a cabeça quente.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Carnaval, pão e circo

O carnaval de hoje não fica longe da realidade de Otávio Augusto. Sendo o soberano do governo, patrocinou a festança do povo. Os governos atuais, principalmente no Brasil, também patrocinam a farra dos eleitores. Todos os carnavais recebem incentivos e verba de leis que classificam o carnaval como “cultura”. Sendo “cultura”, pode ser financiado com dinheiro público. Enquanto o povo brinca, pula, come a vontade, não percebe o que está por detrás dos panos.
Enquanto se preenche o “tempo livre” com pão e circo, ninguém irá preparar uma revolução para contestar os mandos e desmandos da política. E isso corresponde o sucesso dos carnavais, ano após ano. Todos discutindo a melhor fantasia, o melhor samba-enredo e escolas. Os olhares do Brasil se voltam para as avenidas e sambódromos do Rio e São Paulo. Só o carnaval de Brasília não se tem notícias.
Nem todo mundo pode ter um carnaval feliz. Alguns morrem, outros ficam feridos, outros cheios de seqüelas. A fasta que era de todos acaba se tornando festa de poucos. Abusam do álcool e da direção. Todos se transformam, mudam de face. O carnaval virou recipiente de degenerados. Quem vai pensar em política numa hora dessas?

Então, carnaval é o melhor negócio para entreter o povo. Para fazer o povo esquecer que tem um país abandonado e sem iniciativa. Muito mais rentável, pois nele tudo se paga. E a procura é grande. Se Otávio Augusto tivesse a mesma ousadia dos marqueteiros modernos, ele saberia explorar muito mais o potencial do pão e circo como acontece agora. Ele não precisaria distribuir gratuitamente à população. Bastava uma boa propaganda para encher os cofrinhos do império. Todo mundo estaria feliz e não encontraria tempo para criticar o seu governo.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Uma ou "Duas Caras"!
Parece que a lógica noveleira sempre vai ser assim. Quando uma novela estreia, seu índice de audiência é o pior possível. Quando todos os personagens se encontram e cativam o público, o sucesso aumenta. No final da série, há uma vitória incontestável de pontos no ibope televisivo. Assim, a tacada perfeita, o glamur e a reviravolta de "Duas Caras" só acontece quando o público mergulha e se identifica com os personagens, e claro, com o enredo da trama.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Crítica ideológica e realidade
Começa a barbárie esclarecida, começa o BBB8

Sem dúvidas, o programa faz sucesso em todas as camadas. Desde os mais pobres até os ricos excêntricos. É fascinante ver o comportamento de pessoas enclausuradas numa casa com câmeras em todos os ambientes. O corpo, o linguajar, as atitudes, os gestos, tudo não escapa às lentes sempre ligadas do aparelho, que transmitem aos lares brasileiros e mundiais, cenas que eles mesmos estão acostumados a presenciar no dia-a-dia. Há apenas uma diferença. Os que estão dentro da casa não se vêem a si mesmos, apenas os que estão de fora. Estes últimos são convocados a dar seu parecer na eliminação de um candidato. A maioria julga pelo comportamento que acham ser um péssimo exemplo. Mas se estes, no lugar de julgar, estivessem dentro da casa? Não fariam a mesma coisa?
O problema do BBB é o fato de representar a subjugação da razão humana. O aparelho faz o intermédio desse julgamento, logo ilustra que estamos sobre a lógica do domínio. As pessoas se identificam com o programa. Observam todos os seus desejos representados em um personagem, em um herói. Optam por aquele que mais expresse seus ínfimos sonhos, e o apóiam até o fim. A televisão e esses tipos de programa fazem essa revelação nua e crua, e as pessoas gostam de ver. Gostam de presenciar seu próprio sofrimento, sua própria decadência. É fenômeno do sadomasoquismo social.
Os programas de reality show como o Big Brother Brasil mostram que nossa sociedade não se livrou dos fantasmas da penúria, porque sempre cultivamos a esperança de que as coisas um dia podem melhorar, que um grande prêmio chegará e resolverá todos os problemas. Mas a rotina humana de domínio ainda continua. O trabalho alienado persevera em todos os âmbitos. Esses tipos de programas servem apenas para nos manter afastados de um real esclarecimento, de uma real reflexão. Ao chegar em casa depois de uma enfadonha rotina de trabalho, a única coisa que se espera é recompor as energias para o próximo dia. Além de fazer isso, os programas de entretenimento colocam ao indivíduo o fato de que ele deve se acostumar a essa situação. Não existem saídas. Ou você se coloca sob o domínio, ou se isola socialmente.
Minha Filosofia é
um site de reflexão sobre vários assuntos. Seu objetivo é levantar debates e questionamentos acerca dos acontecimentos contemporâneos. Sugestões e comentários são bem-vindos.